Rebelião segue com fogo em tiros no presídio do Roger em João Pessoa

Secretaria chegou a informar que tumulto estava controlado.
Rebeliões acontecem há mais de 14 horas em presídios.

Uma hora após a Secretaria de Comunicação da Paraíba informar que a rebelião no presídio do Roger em João Pessoa, teria sido controlada, os detentos atearam mais uma vez fogo em objetos da penitenciária. O incêndio recomeçou às 11h30 desta quarta-feira (30). Equipes da polícia já estão dentro do presídio e do lado de fora se ouve barulho de tiros e bombas.

De acordo com Josenildo Porto, diretor da penitenciária, os tiros foram disparados para que os detentos descessem do teto do presídio e são usadas armas não letais. Ele está negociando com os rebelados e o fogo foi controlado. A rebelião começou na noite da terça-feira (29) no Roger e também na penitenciária Romeu Gonçalves de Abrantes, conhecida como complexo de segurança máxima PB1 e PB2.

Vários motivos são apontados como causa da rebelião no presídio, entre eles, um túnel de 2 metros foi encontrado no fim de semana e a briga de facções dentro dos pavilhões.

Na rebelião do PB2 um detento levou um tiro na cabeça e foi encaminhado para o Hospital de Emergência e Trauma em estado gravíssimo. No complexo de segurança máxima uma comissão especial iniciou um trabalho de negociação com os detentos.

Na nota, a Secom informa que o comitê de negociações é formado pelas Secretarias de Segurança e Defesa Social, Administração Penitenciária, Comando da PM, Bombeiros e Pastoral Carcerária, para realizar as negociações.

De acordo com as informações do coronel Lívio Sérgio Delgado, da Polícia Militar, os detentos do complexo de segurança máxima conseguiram entrar na cozinha e pegar facas. “A gente sabe que tem gente armada, mas a Polícia Militar ainda não conseguiu entrar na parte interna do pavilhão”, o coronel Lívio disse ainda que os detentos obstruíram as entradas do pavilhão com diversos objetos e isto está dificultando a entrada da polícia.

Já no Roger, na  manhã desta quarta-feira os detentos atearam fogo em objetos do local e a fumaça foi contida por volta das 7h.

O comitê conseguiu que os rebelados liberassem um detento do PB2 que estava ferido. O grupo de negociações é formado pelo secretário de Administração Penitenciária, tenente-coronel Washington França; secretário de Segurança e Defesa Social, Cláudio Lima; gerente executivo do Sistema Penitenciário, tenente-coronel Arnaldo Sobrinho; comandante do 1º Batalhão, tenente-coronel Paulo Almeida Martins; comandante do 5º Batalhão, tenente-coronel Lívio Carvalho; comandante da 4ª Companhia, Carlos Roberto de Sena; comandante do Batalhão de Operações Especiais, major Jerônimo Bisneto; comandante da Policia Metropolitana, tenente-coronel Américo, e o coordenador estadual da Pastoral Carcerária, padre João Bosco.

Os trabalhos contam com o apoio do Corpo de Bombeiros e Samu. O juiz da Vara de Execuções Penais, Carlos Neves da Franca Neto, se encontra no complexo penitenciário acompanhando as negociações. As autoridades ainda não têm conhecimento sobre a extensão dos danos causados pelos detentos.

Fonte: G1 PB

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